Home-office e plantão para as novas demandas garantiu ao Tribunal de Justiça do Rio produtividade em 2020 maior que em 2019

A pandemia da Covid-19 impactou enormemente os nossos setores produtivos sejam os de bens, sejam os de serviços. Todos tiveram que se reinventar para viver e sobreviver.  Na área jurídica, os escritórios de advocacia responderam, rapidamente, às imposições de isolamento com a adoção do trabalho remoto.  O home-office mostrou-se eficaz e, em grande parte, deverá permanecer, sem previsão (ainda) de retorno ao ambiente corporativo.  Diante do recrudescimento das infecções pelo vírus, o baixo número de imunizações previstas pelo processo lento e número deficitário de vacinas, o cenário é de manutenção dos profissionais trabalhando em casa durante 2021. 

O sucesso do trabalho em home-office não se restringiu aos escritórios de advocacia; a área pública também registrou bons resultados da sua adoção.  Exemplo disso é o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro que registrou um aumento de produtividade em 2020.

O desembargador Claudio de Mello Tavares, que presidiu o TJ do Rio nos últimos dois anos, acredita que a tendência para manter o regime de home-office com rodízio dos serventuários nos gabinetes, poderá se confirmar daqui para frente, na próxima gestão sob a presidência do desembargador Henrique Figueira.

Qualquer que seja o formato da retomada do trabalho no ambiente físico do mundo jurídico, é certo que o sistema de home-office terá um papel importante e ocupará um espaço considerável na vida de todos nós operadores do direito.

Gloria Faria, Rio 05 de fevereiro de 2021